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Cidades25 de outubro de 2026

Goiânia chega aos 93 anos com economia diversificada e comércio espalhado pelos bairros

Capital passou de sede administrativa planejada para menos de 50 mil moradores a uma cidade de 1,5 milhão de habitantes, com atividades que vão do comércio à indústria e à construção civil.

Por Redação Radar do Vale GO

Goiânia chega aos 93 anos com economia diversificada e comércio espalhado pelos bairros

Goiânia completa 93 anos neste sábado (24 de outubro) com uma estrutura econômica que ultrapassa a função administrativa prevista em sua origem. Planejada para menos de 50 mil moradores, a capital reúne cerca de 1,5 milhão de habitantes, segundo estimativa do IBGE citada pelo g1, e combina comércio, serviços, indústria e construção civil entre suas atividades.

Em entrevista ao g1, a presidente do Conselho Regional de Economia de Goiás (Corecon-GO), Adriana Sousa, explicou que as obras de implantação da capital, o funcionamento do poder público e as atividades comerciais sustentaram os primeiros anos da cidade. Posteriormente, a construção de Brasília, a ampliação das ligações rodoviárias e o avanço da agropecuária no Centro-Oeste ajudaram a atrair empresas e investimentos.

O comércio também mudou de endereço e de formato. Antes concentrado no Centro e em Campinas, passou a ocupar novos polos e bairros. A inauguração do Shopping Flamboyant, em 1981, marcou esse movimento, seguido por empreendimentos como o Goiânia Shopping, aberto em 1995. Segundo a Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia, o crescimento da população, a expansão imobiliária e a procura por estabelecimentos próximos de casa e do trabalho contribuíram para essa distribuição.

No abastecimento de alimentos, mercearias, armazéns e feiras dividiram espaço com supermercados de autosserviço, modelo que se consolidou a partir dos anos 1950, conforme a Associação Goiana de Supermercados. Mais recentemente, o atacarejo ganhou presença. A transformação também alcançou a relação com os clientes: comerciantes que dependiam de telefone fixo, listas e anúncios impressos passaram a utilizar aplicativos de mensagens e redes sociais nas vendas.

A indústria ampliou sua atuação em áreas como alimentos, máquinas, equipamentos e vestuário. A Região da 44 reúne mais de 13 mil pontos de venda e é apontada pela assessoria empresarial local como o segundo maior polo brasileiro de confecção e distribuição de moda. A construção civil também alterou a paisagem, com edifícios altos ocupando áreas antes caracterizadas por casas e lojas térreas.

Essa variedade aparece no perfil do emprego. De acordo com dados da Pnad Contínua do segundo trimestre de 2026 apresentados na reportagem do g1, trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio e de mercados representam 24% da população ocupada de Goiânia. Profissionais das ciências e intelectuais, grupo que inclui professores, correspondem a outros 18,3%, reforçando a presença de diferentes atividades na economia da capital.