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Goiás18 de setembro de 2026

MPT-GO Processa Havan e Luciano Hang por Assédio Eleitoral em Caldas Novas

O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) ajuizou uma ação civil pública contra a Havan e seu proprietário, Luciano Hang, buscando R$ 30 milhões por danos morais coletivos. A acusação é de assédio eleitoral durante um discurso para novos funcionários em Caldas Novas, onde Hang teria condicionado votos a riscos de demissão.

Por Redação Radar do Vale GO

MPT-GO Processa Havan e Luciano Hang por Assédio Eleitoral em Caldas Novas

A rede varejista Havan e seu dono, o empresário Luciano Hang, estão sendo processados pelo Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) por alegações de assédio eleitoral. A ação civil pública, divulgada nesta quinta-feira, pede uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, além de outras medidas.

O processo foi motivado por um discurso proferido por Hang a funcionários recém-contratados durante a inauguração de uma filial em Caldas Novas, no sul goiano, no final de agosto. Segundo o MPT, o empresário teria vinculado o voto dos trabalhadores a possíveis demissões e à precarização de suas condições profissionais, o que configura interferência indevida na liberdade política dos colaboradores.

Além do valor indenizatório, o MPT-GO solicitou que a Justiça determine a gravação de um vídeo de retratação por parte de Hang, a garantia da liberação dos funcionários para votarem nos dias de eleição e a implementação de normas permanentes de neutralidade política em todas as lojas da rede Havan.

Em sua defesa, Luciano Hang afirmou em nota que possui o direito de expressar sua opinião. Ele argumentou que seu discurso focava na liberdade de trabalhar e na busca por objetivos, sem mencionar candidatos ou partidos. O empresário alegou ainda sofrer perseguição desde 2018 por se posicionar publicamente sobre temas do país, reiterando que uma opinião não deveria ser confundida com assédio eleitoral.